Meus santos e amados irmãos: Comemoramos no último dia 12, 154 anos da chegada do Rev. Asbell Green Simonton em nosso país. Nossa Igreja é uma “velha”, mas vibrante, experiente e honrada “senhora”. Com esta trajetória já de 154 anos onde sempre vivenciou-se a fidelidade pactual do SENHOR, é-nos oportuno refletir sobre a relevância da IPB em solo brasileiro e sobre o seu legado. São muitos os desafios e há muita coisa boa a se imitar de nossos pais do passado. Destaco aqui quatro desafios que o povo presbiteriano, enquanto Igreja deve preservar:

1) Fidelidade na pregação da Palavra. Ao longo da história, muitas foram, e ainda são, as tentativas de se esvaziar as Escrituras Sagradas de seu conteúdo básico. As heresias, as superstições e o humanismo buscam inserir ideologias enfraquecedoras da firme, irremovível e inabalável Lei do Senhor. Nosso desafio continua em desmascarar todas as bravatas e sofismas que, em nome do pragmatismo ou do intelectualismo estéril, tentam desonrar a preciosa revelação divina. A IPB deve continuar fiel na pregação da Palavra!

2) Comportamento ilibado pela santificação. A Igreja não pode se esquecer jamais que o verdadeiro brilho diante das multidões não é aquilo que a carne, o mundo ou Satanás podem replicar. O verdadeiro brilho que ofusca as multidões é a vida de piedade e de obediência à Lei do SENHOR. Vidas impolutas, vidas santas! É disso que o mundo necessita para imitar. A IPB deve continuar santa neste mundo depravado!

3) Engajamento na evangelização. Esta obrigação que recai sobre cada crente é indiscutível. Neste sentido, é ato de infidelidade não se envolver com a proclamação das virtudes do nosso Deus aos pecadores. O próprio Rev. Simonton, nosso missionário pioneiro, foi um instrumento divino para a plantação de nossa igreja no Brasil. Ele mesmo foi desafiado à evangelização mundial por Charles Hodge e enviado ao Rio de Janeiro pela Igreja Presbiteriana dos EUA (PCUSA), Este homem de Deus é um grande exemplo e nisto devemos também ser fiéis. A IPB continuar engajada na evangelização do Brasil e do mundo!

4) Coerência quanto aos parâmetros teológicos. Atualmente, o termo evangélico é sinônimo de superficialidade espiritual e rasura doutrinária. O que se vê e o que se ouve são inovações nocivas ao zelo peculiar às práticas daquilo que pertence a Deus e à sua Palavra. Um exemplo disto é a noção atual de autoridade presente nos títulos esdrúxulos que identificam aqueles que intitulam a si mesmos como apóstolos, patriarcas ou arcanjos. Além disso, o liberalismo inoculado mansamente envenena a muitos contra tudo aquilo que prioriza os valores morais e éticos de Deus. Relativiza o pecado para adequar a teologia às práticas prazerosas dos membros, dando-lhes conforto na depravação. Isso se vê no cotidiano, no discurso e nas liturgias lamentáveis. Não nos esqueçamos de que somos reformados, consequentemente possuímos uma teologia muito bem expressa por meio dos nossos símbolos de fé que, no ingresso à igreja, prometemos observar ao longo de nossa vida como crentes. A IPB deve continuar coerente à sua teologia expressa em seus símbolos de fé!

Concluo afirmando que o conjunto destas práticas deve ser unicamente para a glória devida ao nosso Deus, o motivo da nossa existência como igreja e o preservador desta obra até ao dia da volta do Senhor Jesus.

Que o Senhor abençoe o povo presbiteriano e a IPB!

Rev. Adilson Maciel de Araújo

Vice-presidente da JMN/IPB