Junta de Missões Nacionais

Junta de Missões Nacionais da IPB


Plantando Igrejas Presbiterianas pelo Brasil

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A Vergonha da Cruz: Voz de Esperança!

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Há quase 2000 anos atrás, o monte do Calvário recebeu o episódio de maior importância para toda vida: a crucificação e ressurreição de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Em torno de três dias muito foi dito por diversas pessoas. Foram afirmativas relacionadas com a realidade humana em todo e qualquer tempo. Dentre as muitas declarações há uma que foi feita por Jesus. Após cear com seus discípulos, o Mestre saiu com eles em direção ao monte das Oliveiras e ali lhes disse algo inesperado:

“Esta noite todos vós vos escandalizareis comigo” (Mateus 26.31).

A declaração do Senhor Jesus foi surpreendente! Nela estava implícito que o evangelho de Cristo, o Filho de Deus, é o evangelho da vergonha. A vergonha da cruz! Jesus seria julgado, condenado e levado à morte de cruz. O evangelho de Cristo é o evangelho do Deus ferido. É o evangelho do Deus desprezado, humilhado, oprimido e aflito. E, talvez, o grande escândalo esteja em que é desta maneira que Deus oferece salvação.

Para os discípulos e para as muitas pessoas que viram Jesus naquela circunstância, possivelmente vieram indagações. Como crer no poder de alguém que tem tantas acusações, condenação e castigos e nada faz para defender-se? Que poder há no príncipe que facilmente se deixa prender e nada faz contra os seus algozes? Como poderá este ser o salvador dos homens? Talvez fossem essas as perguntas no coração e mente de muitos que viam a condição condenada de Jesus, retratada séculos antes pelo profeta:

“Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor? Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso.” (Isaías 53.1-3).

Para todos os homens, em todas as épocas, pode vir a angústia e nela o escândalo de pensar que o Deus ferido, desprezado, humilhado, oprimido e aflito, possa ser o Deus redentor. Porém, há nesse escândalo um intrigante paradoxo: aquilo que provoca vergonha é exatamente o fundamento da salvação, da redenção, da esperança. O escândalo da cruz é o escândalo da exposição da mazela humana, em sua natureza pecaminosa, sujeita à condenação. O Cristo que escandaliza assim o faz por tomar para si a miséria da condição humana e por meio de sua vergonha proporcionar graça e perdão. Tal verdade também foi predita pelo profeta:

“Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.” (Isaías 53.4)

A dor e a vergonha de Cristo são a verdadeira esperança em resposta à angustia do homem. As grandezas das realizações, em quaisquer épocas ou civilizações, não resolvem o dilema existencial da natureza pecaminosa e das mazelas daí decorrentes. A sociedade humana que tanto tem progredido em tecnologia, conhecimento, produção material e alcance de lugares nunca antes imaginados, ainda sofre em seu interior com a mentira, com a inveja, com a ganância, com as dependências, com a promiscuidade, com a corrupção, com a maldade, com os preconceitos e muitas outras ruínas advindas do pecado. A sociedade humana capaz de realizações portentosas seja em construções, em desenvolvimento de meios de transportes os mais variados, e, avanços cibernéticos que ultrapassam os limites de tempo e espaço, ainda sofre com a violência do ser, seja na vida urbana, seja na perseguição religiosa, ou no desrespeito às diferenças.

Mas há uma voz que ecoa no Calvário. É a voz de Cristo ecoando por força do maior dos tesouros: o amor. E, no amor de Deus em Cristo Jesus, está o caminho que não só nos conduz ao céu, mas que também nos permite encontrar paz, consolo e esperança nos dias aqui. Por meio dessa voz, cumpre-se na vida de todo que crer, a palavra do profeta:

“Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Isaías 53.5)


Rev. Adelino Silva – Capelão do Seminário Teológico Presbiteriano Rev. Ashbel Green Simonton – STPS

2017-01-04T16:17:53+00:00