“Então, lhes propôs Jesus esta parábola: Qual, dentre vós, é o homem que, possuindo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la? Achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de júbilo. E, indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida. Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento”. (Lc 15. 3-7)

Penso que todos nós, pastores e missionários da JMN, deveríamos observar alguns princípios que estão contidos na parábola da ovelha perdida enquanto estamos apascentando as ovelhas de Deus que estão sob nossos cuidados: O pastor da parábola sabia exatamente o número de ovelhas que tinha: Eram cem. Ele teve o trabalho de contar. Todas tinham um rosto e um nome. Ele sabia também que uma das ovelhas tinha sumido. Se não há organização e controle, também não haverá conhecimento e acompanhamento. Resultado: Não poderemos saber o estado em que se encontram nossas ovelhas e o pior: elas se perdem e nós nem ficamos sabendo. É necessário que o pastor conheça e acompanhe de perto seu rebanho a fim de poder apascentar adequadamente suas ovelhas. O pastor da parábola não ficou esperando a ovelha voltar por si mesma. Talvez fosse para ele mais fácil pensar: “quando tiver fome ela volta” ou “quando a noite cair chegará o medo e voltará”. Não ele foi atrás da ovelha a fim de livrá-la do perigo e trazê-la de volta em segurança. No livro de Ezequiel 34:1-10 diz “ai dos pastores que não apascentam minhas ovelhas:” “A fraca não fortaleceste, a doente não curaste, a quebrada não ligaste, a desgarrada não tornaste a trazer e a perdida não buscaste”. Deus vai cobrar de nós pastores cada ovelha que ele deixou aos nossos cuidados e se perderam por nossa negligência ou comodidade. O pastor da parábola poderia ter reagido de forma agressiva e dizer: “essa ovelha que se foi é uma ingrata, que deixou seu rebanho e afastou-se. Não merece o meu amor e cuidado. Às noventa e nove que estão comigo nunca reclamaram, mas esta sempre me deu trabalho. Não vale a pena ir atrás dela”.

Nós pastores não podemos ficar ressentidos com as ovelhas que se desviam. Quando o pastor encontrou sua ovelha ele simplesmente a colocou nos ombros e a levou pra casa. Os pastores são os “responsáveis espirituais” das ovelhas. O pastor não deve esperar retorno do investimento que faz em suas ovelhas. Sua recompensa está reservada com Deus (I Pedro 5:1-4).
Em Cristo:
Rev. Mariano Jr
Supervisor de Campos/JMN