“Então Moisés ouviu chorar o povo, todas as suas famílias, cada qual à porta da sua tenda; e a ira do Senhor grandemente se acendeu; e aquilo pareceu mal aos olhos de Moisés.    Disse, pois, Moisés ao Senhor: Por que fizeste mal a teu servo, e por que não achei graça aos teus olhos, pois que puseste sobre mim o peso de todo este povo”. Números. 11:10-11.


Todos nós uma hora ou outra somos atingidos por pensamentos e sentimentos de desânimo e precisamos com muito zelo e dependência no Espírito Santo buscar tratar para que este sentimento não vire um obstáculo para a execução de nossas tarefas como obreiros do Senhor. Moisés tinha visto o braço de Deus quando atravessaram o Mar Vermelho em terra seca. Tinha estado no monte com Deus, tinha falado com Ele face a face e tinha recebido a maior revelação da santidade de Deus que alguém havia recebido desde a queda. Pelo seu histórico era de se esperar que Moisés estivesse acima desse problema.  O desânimo de Moisés se deu por ele ter colocado sobre os seus ombros responsabilidades que não foram dadas pelo SENHOR.  Ainda que Deus tivesse colocado a responsabilidade da liderança sobre Moisés, Ele não havia aberto mão de seu cuidado pessoal sobre Israel. Era responsabilidade de Deus alimentar e proteger seu povo naquela caminhada pelo deserto, contudo Moisés achou que era ele que tinha essa obrigação, não só assumiu a responsabilidade de Deus, mas viu apenas o fracasso do povo, voltando à atenção para as fraquezas deles. Focalizando somente os tropeços, as falhas, a rebelião e a falta de fé daquela gente peregrina a caminho da terra prometida. E quanto mais ouvia o povo  fechava-se  seus ouvidos à voz e às promessas de Deus, entretanto lhe parecia que as queixas eram contra ele e mais desanimado ficava.

Queridos irmãos, companheiros de ministério e leitores de um modo em geral, essa experiência de Moisés representa uma lição fundamental para nós, já que o desânimo que nos atinge e nos destrói é muitas vezes causado por uma responsabilidade ou obrigação que Deus, na verdade, nunca pôs sobre nós. Na hora que o desânimo bater em nossa porta devemos ter uma atitude de sobriedade e buscar no SENHOR as respostas para nossas inquietações que provocam o desanimo. “Ao SENHOR ergo a minha voz e clamo,  com  a minha voz suplico ao SENHOR. Derramo perante ele a minha queixa à sua presença exponho a minha tribulação.” Salmos.142:1-2.

Quero encerrar este pequeno texto com as palavras do apóstolo Paulo:  “Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não DESANIMADOS”. 2ª.Coríntios.4:8.

Deus nos anime e boa leitura.

Rev. Mariano Alves Jr.