Junta de Missões Nacionais

Junta de Missões Nacionais da IPB


Plantando Igrejas Presbiterianas pelo Brasil

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Sementes, semeadura, semeadores, solos e frutificação.

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Nesta passagem, o Senhor Jesus compara a pregação do Evangelho ao trabalho de um agricultor que sai a semear boas sementes. As sementes são o evangelho, o semeador são os discípulos de Cristo e os solos são os corações humanos. Jesus afirma que as sementes caem em quatro tipos de solos diferentes. Ao cair em solo bom, as sementes nascem e dão fruto em grande quantidade (vv. 8 e 20). Nos outros tipos de solos, a semente é prejudicada pela ação de diversos inimigos.

O primeiro tipo de solo é denominado de “à beira do caminho” (v. 4) e o inimigo da santa semente nesse tipo de solo é Satanás: “…logo vem Satanás e tira a palavra semeada neles. ” O diabo é um inimigo real, pessoal, que fica à espreita, com o objetivo de roubar a Palavra que está sendo semeada. O solo duro, um coração impermeável, endurecido à Palavra que não acolhe nem acoberta a semente, fornecendo o ambiente para sua germinação é presa fácil de Satanás. Isso me remete à pergunta 160, do Catecismo Maior: “Que se exige dos que ouvem a Palavra pregada? Exige-se dos que ouvem a Palavra pregada que atendam a ela com diligência, preparação e oração; que comparem com as Escrituras aquilo que ouvem; que recebam a verdade com fé, amor, mansidão e prontidão de espírito, como a Palavra de Deus; que medi-tem nela e conversem a seu respeito uns com os outros; que meditem nos seus corações e produzam os devidos frutos em suas vidas”. Algo é requeri-ido dos que ouvem a Palavra: Eles devem portar-se com receptividade.

O segundo tipo de lugar onde caiu a outra semente é solo rochoso (v. 5), uma rocha coberta com fina camada de terra. Os ouvintes do “solo rochoso” são de pouca duração porque não possuem “raiz em si mesmos” (v. 17). Quando a semente lançada não se aprofunda, não produz resultado duradouro, é sinal de que o solo é rochoso. O evangelho chegou e a pessoa, de momento, o abraçou entusiasticamente. Mas veio a realidade, chegaram as dificuldades de-correntes da fé e então a semente semeada morreu antes de produzir fruto salvífico. Nos termos de Hebreus 5, uma pessoa pode ser de certo modo iluminada e inclusive provar algo do dom celestial e, ainda assim, não ser verdadeiramente regenerada. Cristianismo empolga-do, pronto a atender a todo tipo de apelos emocionalistas, mas rasteiro; suposta conversão que não produz compromisso. Crença fácil, “solo rochoso, não têm raiz em si mesmos”.

O terceiro tipo de terreno onde a santa semente é lançada é o solo cheio de espinhos. A semente é lançada, mas logo sufocada. Os espinhos, diz-nos o Senhor Jesus, são “os cuidados do mundo, a fascinação da riqueza e as demais ambições” (v. 19). Sementes precisam de um ambiente próprio para se desenvolverem: nutrientes, água, oxigênio, incidência da luz solar. E mesmo depois de germinarem, elas precisam de espaço para lançar suas raízes. Se o solo estiver abarrotado de raízes concorrentes; se elas não conseguirem meios de aprofundar suas hastes a fim de obter provisão, então elas se atrofiam e morrem. Jesus está falando sobre devoção. Devotar-se a algo ou alguém é uma tarefa que denota amor verdadeiro e que absorve os pensamentos, energia, sentimentos, recursos e vontade. O Projetista do coração humano o criou com espaço para apenas uma devoção central. Em um mesmo coração, não cabem os ídolos bem polidos, alojados nos pequenos altares da alma — escondidinhos dos olhos humanos, mas visíveis aos olhos de Deus. Corações cheios de espinhos: A semente é lançada, mas é asfixiada, quase que imediatamente.

Se o solo estiver abarrotado de raízes concorrentes; se elas não conseguirem meios de aprofundar suas hastes a fim de obter provisão, então elas se atrofiam e morrem. Jesus está falando sobre devoção. Devotar-se a algo ou alguém é uma tarefa que denota amor verdadeiro e que absorve os pensamentos, energia, sentimentos, recursos e vontade. O Projetista do coração humano o criou com espaço para apenas uma devoção central. Em um mesmo coração, não cabem os ídolos bem polidos, alojados nos pequenos altares da alma — escondidinhos dos olhos humanos, mas visíveis aos olhos de Deus. Corações cheios de espinhos: A semente é lançada, mas é asfixiada, quase que imediatamente.

A semente foi semeada em qua-tro tipos de solos diferentes; em três deles, não prospera. O problema é com o solo e não com a semente, diz-nos o Senhor. Semeadores precisam confiar na eficácia da Palavra iner-rante e semeá-la arduamente e de forma fiel, cientes que haverá apenas 25% de aproveitamento positivo. Mas, o Senhor Jesus ensina que o reino de Deus vai progredir. Haverá solos impróprios para a frutificação que serão cavados, tratados e aduba-dos; torna-se-ão solo bom, no qual vingou a semente do evangelho e esta produzirá a “trinta”, a “sessenta” e a “cem por um” (vv. 9, 20). Assim, o semeador precisa dedicar-se com todo empenho e semear a boa semente ciente de que “Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão. Quem sai andando e chorando enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes.” (Sl. 126. 5,6).

Rev. Adilson Maciel de Araújo
Membro diretor da JMN, Diretor do IBAA e pastor da IP Tijucal em Cuiabá – MT

2017-03-20T15:25:07+00:00